viajar é uma terapia – e escrever para contá-la, também o é

Foi há 20 anos que, com uma amiga, estiquei pela primeira vez o polegar a pedir boleia…

Não uma simples boleia de poucos km’s, mas sim um mergulho pela Europa dos anos 90.

Nessa altura já sabia que só aquela aventura – que durou anos – me poderia salvar. O que não sabia era COMO ela me iria salvar.

Porque, por vezes, quando pensamos que podemos fugir de nós lançando-nos por esse mundo redondo, estamos de facto a encetar uma viagem que nos vai levar ao mais profundo do nosso ser.

Não foram apenas as deslumbrantes paisagens pelas quais fui passando, Continue reading

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livro: como sobrevivi à revisão do primeiro rascunho

Uma bela noite (ou mais precisamente, madrugada) cheguei ao fim da escrita do meu livro de aventuras pela Europa dos anos 90 – a minha Odisseia. Um livro que pretende ser não só um registo de viagens, mas também um livro motivacional e inspirador.

Senti um júbilo tão descomunal que não consegui dormir. Afinal de contas, foram muitos dias, meses, anos dedicados à minha obra que chegara por fim à sua conclusão.

Todavia, no dia seguinte, tive de enfrentar a dura realidade: na verdade a minha tarefa não tinha terminado. Apenas acabaste o primeiro rascunho rapariga! Agora tens de começar a revisão, ou melhor, AS REVISÕES!

Lembrei-me da famosa citação de Ernest Hemingway:
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um diário como base de um livro

Os diários caíram em desuso. Não temos tempo para escrever e muito menos para refletir.

No entanto, algo de mágico sucede quando a caneta toca aquelas inocentes páginas brancas, numa sucessão de acontecimentos, pensamentos, questões existenciais, e até desenhos. Tudo vale para exprimir o que temos escondido no sotão da alma.

Comecei a escrever o meu diário por volta dos 13 anos. Continue reading